Servidores iniciam 2022 unidos por reajuste salarial

Se 2021 foi um ano marcado pela mobilização de servidores federais, estaduais e municipais numa unidade histórica que reuniu também todas as centrais sindicais do Brasil contra a PEC 32, da reforma Administrativa, o próximo ano será de consolidação e reforço da aliança das três esferas. Além da continuidade de uma agenda de ações para derrotar o projeto de destruição do Estado brasileiro de Bolsonaro-Guedes, servidores também devem se unir na luta por reajuste, já que a maioria está há mais de cinco anos com salários congelados.

As especulações lançadas por Bolsonaro para conceder reajuste de 5% a servidores em ano eleitoral geraram barulho. Mesmo depois do desmentido de ministros, técnicos e lideranças da base do governo, o presidente insistiu no discurso. Ao apagar das luzes da aprovação do Orçamento da União, ainda em 2021, o discurso passou a ser outro e as garantias de reajuste se voltaram apenas para as categorias de policiais: Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

A reação das demais categorias com salários defasados foi imediata. O secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva, criticou a seletividade do governo. “Esse tratamento diferenciado certamente causará consequências e tensões em um ano eleitoral que continuará marcado pela luta contra a reforma Administrativa”, afirmou. “Como todos os anos teremos nossa Campanha Salarial Unificada e esse deverá ser um cenário que vai unir ainda mais as categorias mais prejudicadas por esse arrocho salarial”, pontuou Sérgio.  

Vale lembrar que estudos feitos pelo Dieese apontam que nos últimos anos a perda salarial dos servidores chega a quase 50%. (Com agências)

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