Servidores fazem atos nesta quarta-feira (20/2) contra a reforma da Previdência

Servidores públicos, trabalhadores de diferentes setores, centrais sindicais, confederações, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, estudantes e cidadãos comprometidos com as próximas gerações de brasileiros participarão nesta quarta-feira (20/2) de atos contra a proposta de reforma da Previdência em diversas cidades do país.

No Rio o ato começará às 15H, com concentrações na avenida Rio Branco, próximo à estação de metrô Carioca; e no Boulevard Olímpico, próximo à estação das barcas. Às 16h haverá grande ato na Central do Brasil, com barraquinhas para a população tirar suas dúvidas sobre quanto pode perder com a proposta de reforma da Previdência.

Em 2018, a participação de servidores públicos foi fundamental para impedir o avanço da proposta de reforma da previdência do governo Temer. Para 2019, o rascunho já divulgado da proposta do governo Bolsonaro piora a situação do trabalhador.

A reforma prevê a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres se aposentarem. Além disso, impõe àqueles que quiserem receber 100% do benefício que trabalhem por 40 anos.

Hoje, há duas formas de se aposentar no Brasil: 1) por idade, com a exigência de ter 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres), com no mínimo 15 anos de contribuição. 2) por tempo de contribuição, quando não se exige idade mínima, mas são necessários 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) de pagamentos ao INSS.

Aposta cega

A PEC cria ainda um sistema de capitalização, de “caráter obrigatório”. Essa capitalização seria feita em sua maioria por corretoras e bancos privados, não oferecendo ao trabalhador qualquer lastro sobre as mensalidades e totais a serem retirados no futuro. No Brasil há diversos exemplos de empresas de capitalização que faliram no meio do caminho e o contribuinte, o trabalhador, ficou “a ver navios” ao tentar recuperar as mensalidades pagas e saber qual possível saldo teria para retirar.

No vizinho Chile esse modelo foi implantado e tem sido severamente criticado por trazer caos social ao país, com o empobrecimento financeiro e moral da população mais velha, aquela mesma que passou a maior parte da vida trabalhando sob promessas de uma aposentadoria “tranquila”. (Com agências)

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