Servidores e população nas ruas com máscaras e contra Bolsonaro e a reforma administrativa

Servidores públicos, profissionais de diversas categorias, movimentos sociais e a cidadãos em geral voltaram às ruas de todo o país neste sábado (19/6) contra a atuação do governo federal na pandemia de Covid-19, pelo aumento do auxílio emergencial para R$ 600, contra a reforma administrativa e pela saída de Bolsonaro da Presidência da República.

No Rio, pela manhã, o Sintrasef se uniu a diversos sindicatos e manifestantes em passeata que tomou a Avenida Presidente Vargas e redondezas, no Centro. “A passeata foi boa. Quase todos os setores do funcionalismo público estiveram presentes. Isto é muito bom! Todos gritando contra a reforma administrativa e ‘Fora Bolsonaro’”, afirmou Sebastião Alves, servidor do Ministério da Saúde e diretor do Sintrasef.

O diretor do Sintrasef disse que “com todos os cuidados, os servidores federais estão nas ruas contra a reforma administrativa e as privatizações. Vamos mostrar ao governo federal que esse interesse dele em acabar com o que é público não passará”. No percurso da passeata, organizadores distribuíram máscaras para evitar a contaminação.

 

SUS é exemplo

 

Com o número de mortes por Covid beirando o meio milhão, Sebastião Alves lembrou que essa é a hora de servidores e população se unirem na defesa da saúde, do SUS, e contra o risco da reforma administrativa proposta pelo governo federal. “Os servidores conversam com a população e mostram que a privatização não é boa para ninguém. O melhor exemplo é o SUS. Ele é fundamental, como mostra a campanha da vacinação, e é o melhor caminho para um país mais saudável. Os servidores e a população conversam e mostrarão que os serviços públicos fortes são o futuro do Brasil”, disse ele.

Durante toda a passeata frases como “Não tire a máscara, tire o Bolsonaro”, “Vacina já, vacina já, Fora Bolsonaro e o governo militar”, “Comida, vacina, saúde e educação, Fora Bolsonaro e também fora Mourão” foram entoadas em coro. Para Sebastião Alves, o recado está dado: “Esse ato de hoje mostrou para o governo federal que o funcionalismo público não vai viver de migalhas. 2022 vem aí e nós vamos tirar ele do cargo!” (Fotos: Nando Neves)

 

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