Servidoras nas ruas em todo o Brasil neste 8 de Março

As servidoras públicas federais de todo o Brasil devem se mobilizar para participar dos atos que irão marcar o Dia Internacional das Mulheres neste 8 de março, em todo o país. Além de ter uma pauta importante em defesa da luta das mulheres e do Brasil, o 8 de Março entrou no calendário do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) como momento que dará início a mobilização nacional dos servidores públicos. Uma mobilização pela recomposição inflacionária emergencial de seus salários e em defesa dos serviços públicos.

Na pauta do dia 8, além do fim da violência contra as mulheres, do machismo, racismo, fome, a carestia, a violência, o desemprego e pelo fim do governo Bolsonaro, está a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e de todos os demais serviços públicos. As servidoras ainda lutam pela revogação da Emenda Constitucional-95 e pelo cancelamento da Reforma Administrativa (PEC-32).

“As mulheres foram protagonistas de grandes atos contra Bolsonaro desde antes das eleições com o tema ‘Ele Não! Ele Nunca!’, agora voltamos a nos mobilizar pelo fim deste governo. Para termos políticas para as mulheres e combatermos o aumento do machismo no país, o fim do governo Bolsonaro é fundamental. Tivemos muito retrocessos nos últimos anos quando pensamos em políticas públicas voltadas para as mulheres. Por isso, a Condsef/Fenadsef tem essa data como prioridade. E estamos conclamando todas a irem às ruas”, comentou a diretora da Secretária de Administração da Condsef/Fenadsef, Jussara Griffo.

 

Calendário

 

A Condsef/Fenadsef referendou o calendário de lutas do Fonasefe e um dia depois do Dia Internacional das Mulheres, no 9 de março, participará do lançamento do Comando Nacional de Construção da Greve dos Servidores e Servidoras Públicas Federais.

O dia 16 de março será marcado como o Dia Nacional de Mobilização, Paralisação e Greve dos Servidores Públicos Federais. Nesse dia, acontecerão mobilizações de rua, em locais de trabalho e nas redes sociais, além de um grande ato em Brasília. Todos os sindicatos estaduais deverão enviar delegações para a Capital Federal.

O dia 16 também será o dia em que os servidores darão um ultimato ao governo Bolsonaro. Depois desta data, o governo terá sete dias para atender às reivindicações dos servidores. Caso um acordo não seja fechado até o dia 23 de março, deverá ter início uma greve geral por tempo indeterminado nesta data.

“O Dia Internacional das Mulheres é a primeira grande mobilização de 2022. Uma mobilização importante realizada por mulheres com uma pauta fundamental para que tenhamos um Brasil mais justo e democrático. É essencial a presença do maior número possível de servidoras”, disse a secretária de Gênero, Raça, Juventude e Orientação Sexual da Condsef, Erilza Galvão.

 

Mensagem 

 

“Os passos das marchas das mulheres vêm de longe. De muito antes de uma data escolhida para simbolizar suas mobilizações, luta e resistência pela diversidade do seu viver e ser no mundo, por visibilidade, respeito, dignidade, autonomia e protagonismo.

Nossos passos vêm desde que as movimentações patriarcais se espalharam pelos diversos continentes em busca de poder, conquista de territórios, geração de herdeiros e acumulação de capital.

Do mulherismo ao feminismo, do aquilombamento aos agrupamentos periféricos.

Da conquista do direito de ler e escrever ao direito de voto.

Das marchas por direito à moradia e comida, às agendas contra despotismo, racismo, violência e feminicídio. 

Dos gritos pela privacidade de seus corpos, aos gritos por igualdade, liberdade, vida, vacina e democracia!

Nossos passos de longe retumbam fortes em 2022, conclamando todas as mulheres do campo e da cidade, do centro e da periferia, da indústria e dos serviços públicos para reafirmar, em uma celebração de suas lutas e conquistas, neste 08 de março de 2022, as agendas programadas para todo o país.

A CONDSEF e suas filiadas cerrarão fileiras no grito nacional por “Bolsonaro Nunca Mais! Pela vida das mulheres! Por um Brasil sem machismo, racismo e fome!””

Por Erilza Galvão – secretária de Gênero, Raça, Juventude e Orientação Sexual da CONDSEF

(Com agências) (Foto: Nando Neves)

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