Reforma Administrativa: campanha mostra verdades e mentiras sobre funcionalismo

Os diversos órgãos de servidores e da sociedade civil realizam uma campanha que reforça verdades e mentiras sobre o funcionalismo público. O objetivo é trazer luz e esclarecer informações que são propagadas como regra geral quando o assunto são servidores e serviços públicos. Tais máximas desinformam a sociedade e são muito usadas pelo governo e repetidas também pela grande mídia. Isso gera na população, principalmente a que mais depende de serviços públicos, a impressão equivocada de que reformas feitas para enfraquecer e piorar o atendimento, abrindo campo para as privatizações, são necessárias.

A sociedade passa assim a defender propostas que serão nocivas acreditando nas muitas mentiras propagadas sobre servidores e serviços públicos. A reforma Administrativa (PEC 32/20), proposta pelo governo Bolsonaro, é um verdadeiro tiro no pé da população usuária de serviços públicos. Participe da campanha e ajude a divulgar e esclarecer as verdades e mentiras sobre o funcionalismo. Essa é uma luta diária e permanente em defesa do Brasil.

É MENTIRA QUE TEM MUITA GENTE NO SERVIÇO PÚBLICO

No Brasil, apenas 12% dos trabalhadores são servidores, enquanto a média da OCDE (grupo que reúne a maioria dos países mais ricos) é 18%. Se o Brasil fizesse parte da OCDE, estaria próximo das últimas posições em quantidades proporcionais. Além disso, desde 2018 há uma queda do número de servidores, causada por aposentadorias que não foram preenchidas pela ausência de concursos.

É VERDADE QUE A ESTABILIDADE PROTEGE A POPULAÇÃO

Após aprovação em concurso público, desde a Constituição de 1988, o servidor tem a garantia de permanência no trabalho assegurada pela estabilidade. E é exatamente isso que lhe garante as condições necessárias para desempenhar suas funções sem pressões políticas ou de grupos econômicos. É isso que garante a impessoalidade e, portanto, qualidade na prestação de serviços da administração pública.

É MENTIRA QUE O SERVIÇO PÚBLICO É CABIDE DE EMPREGOS

Para se tornar servidor é preciso passar em um concurso público, acessível a toda a população. A prova tem por objetivo qualificar o serviço público, de forma a garantir impessoalidade na contratação, garantindo assim que o quadro de funcionários seja sempre o mais competente possível para cada órgão público. E como só 1% dos cargos públicos são ocupados por pessoas sem concurso, fica evidente que essa narrativa de “cabide de empregos” é mentirosa.

É VERDADE QUE O SALÁRIO MÉDIO DE SERVIDORES DO EXECUTIVO É EQUIVALANTE AOS DO SETOR PRIVADO

Em 30 anos, o salário médio de servidores do Poder Executivo (professor, enfermeira, policial etc.) subiu apenas 0,56% ao ano, e na maioria dos casos é EQUIVALENTE com o do setor privado.

É MENTIRA QUE SERVIDORES PÚBLICOS RECEBEM SUPER SALÁRIOS

De acordo com pesquisa realizada pelo SIAPE, a remuneração média de servidores não é tão elevada quanto se propaga. Mais de 50% ganham até 6,5 salários mínimos (cerca de R$ 6,500). Apenas 15,4% ganham acima de R$ 13,000. (Com agências/Foto: Divulgação)

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