Promessas chegam ao fim e Bolsonaro confirma que não dará reajuste salarial aos servidores

 

O presidente Jair Bolsonaro não conseguiu manter nenhuma de suas promessas ligadas a reajuste para o funcionalismo público que acompanharam seus discursos desde a metade do ano passado. Ainda em junho de 2021, surgiram as primeiras notícias de que Bolsonaro havia encomendado estudos para um reajuste linear de 5% a servidores. De lá para cá, inúmeras versões de propostas foram divulgadas, isso sem nunca, apesar das diversas tentativas dos servidores, o governo ter aberto um canal efetivo de negociações com representantes da categoria.

Bolsonaro confirmou nesta segunda-feira (13/6) que não haverá reajuste aos servidores federais em 2022. “Lamentavelmente”, disse o presidente, “não tem reajuste para servidor”. Para os que acompanham a saga de idas e vindas e promessas vazias, a declaração não representa exatamente uma surpresa. “Promessas infundadas se respondem na rua, na luta e na urna. É o que os servidores devem fazer”, diz o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef), Sérgio Ronaldo da Silva.

Sobre deixar ainda em aberto uma possibilidade de dobrar, “no mínimo”, o valor do auxílio-alimentação, e encaminhar reajuste e reestruturação de carreiras para 2023, a Condsef/Fenadsef rebate: Bolsonaro não poder garantir que será reeleito. E o projeto de lei concedendo o reajuste só pode ser sancionado no próximo governo, isso por força da proibição constitucional de um governo em final de mandato criar despesa permanente, nos últimos 180 dias de administração, para o próximo governo.

 

Desmoralizado

 

A não concessão de reajuste em 2022 será uma desmoralização para o governo, que chegou a consultar os demais poderes, que concordaram com a reposição salarial ainda neste ano. Servidores não vão se deixar levar por mentiras e muito menos por promessas, ao invés daquilo que lhes é de direito. A categoria seguirá firme e em luta até ser atendida.

Para Sérgio Ronaldo, o foco dos servidores federais deve continuar sendo o de defender os serviços públicos brasileiros. “Queremos resgatar políticas públicas, concursos públicos, resgatar direitos”, defende. O secretário-geral reforça que será preciso reconstruir o Brasil e promover as verdadeiras reformas que o país precisa e não a destruição e o desmonte que vem sendo promovidos desde o golpe de 2016 e aprofundados no governo Bolsonaro.

“Esperamos e vamos cobrar o cumprimento do Dia Nacional do Revogaço, falado por Lula. Esses entulhos implantados pós-golpe de 2016 precisam cair”, diz Sergio Ronaldo, apontado que caso o líder nas pesquisas de intenção de voto venha a ser eleito será igualmente cobrado pelos servidores. (Com agências) (Fotos: Nando Neves)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *