Pressão em deputados segunda e terça-feira (1 e 2/7) pode enterrar a reforma da Previdência

Servidores, trabalhadores de diversos setores e movimentos sociais farão corpo a corpo com os deputados federais do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (1/7) e terça-feira (2/7) contra a reforma da Previdência. A entrega de cartas, panfletos e abaixo-assinados acontecerá pela manhã em dois locais: na segunda-feira, em frente à casa do deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), em São Conrado; e na terça-feira, no aeroporto Santos Dumont, onde os deputados federais embarcam para Brasília para a semana decisiva na votação da reforma da Previdência.

“Temos que ir para as ruas! Dessa vez nesses locais específicos. É hora de fazermos aquele esforço sobre-humano para barrarmos a reforma. Veja que nossos movimentos de rua estão sendo vitoriosos, já que a reforma está sendo emperrada e adiada, então na segunda-feira será mais uma rodada para chegarmos à vitória. A expectativa de barrarmos a reforma é grande!”, diz Jorge Tancredo, servidor aposentado do Conselho Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e diretor do sindicato, que participou nesta quinta-feira (27/6) da reunião “Rio Contra a Reforma da Previdência”, uma das inúmeras frentes contra a reforma que o Sintrasef faz parte.

Em Brasília, na quarta-feira (26/6), representantes das centrais sindicais se reuniram com o relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), e apresentaram os “pontos críticos” no novo texto da reforma da Previdência. Veja eles abaixo:

1) desconstitucionalização dos parâmetros previdenciários;

2) privatização dos benefícios não programados em geral;

3) privatização dos regimes de Previdência Complementar dos servidores públicos;

4) segregação das contas da Seguridade Social;

5) recursos do PIS/Pasep para o BNDES;

6) ausência de contribuição dos mais ricos;

7) fim da aposentadoria por tempo de contribuição;

8) elevação da idade mínima de aposentadoria das mulheres;

9) regra de cálculo do valor da aposentadoria;

10) cálculo da média sem descarte dos menores salários de contribuição;

11) tempo mínimo de 20 anos de contribuição;

12) regra de transição restrita;

13) pensões com valores reduzidos;

14) abono com valor menor do que 1 salário mínimo;

15) aposentadorias especiais por agentes nocivos e risco de vida.

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