Os perigos da reforma administrativa – 7

A série especial do Sintrasef sobre a proposta de reforma administrativa que tramita na Câmara (PEC 32/2020) começou em maio e entrará o mês de junho. Neste sétimo capítulo a pergunta é:

A imprensa repete todo o dia que “há muitos servidores no Brasil”, e que eles ganham muito mais que a iniciativa privada. Isso é verdade?

Não. O funcionalismo (federal, estadual e municipal) no Brasil corresponde a 12,5% da população empregada. Esse número fica abaixo da média de países tidos como liberais, como Estados Unidos (15,89%), e América Latina e Caribe, cuja média é de 17,88%.

Saúde e educação concentram o maior número de servidores e servidoras. Cerca de 35% do funcionalismo no país está empregado nessas duas áreas. Quanto ao rendimento dos trabalhadores, em média, servidores e servidoras ganham 8% mais que trabalhadores e trabalhadoras do setor privado exercendo funções similares.

Metade dos servidores e servidoras públicos no Brasil ganha até de R$ 2,9 mil por mês (isso sem contar os descontos). Segundo dados de 2018, a maior parte dos funcionários públicos (57%) tem rendimentos concentrados na faixa de até 4 salários mínimos, ou seja, de R$ 3.816,00. Nos municípios, que concentram 56% de todo o funcionalismo no país, 73% estão nessa faixa salarial.

Cabe lembrar que é exigido do servidor público por conta do concurso, escolaridade, conhecimentos gerais e específicos de sua área de atuação e capacitação permanente para atuar no serviço público.

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