Nesta sexta-feira (24/1), aposentados protestam em Brasília contra o desmonte do Estado

No Chile, a população está nas ruas pela reversão do sistema de Previdência. Na França, os trabalhadores seguem em greve geral contra a proposta de reforma da Previdência do governo Macron. No Brasil, servidores, profissionais de diferentes setores, sindicatos e centrais sindicais convocam atos para esta sexta-feira (24/1) pelo Dia dos Aposentados e contra o desmonte do serviço público. Em Brasília a manifestação começará às 9h, no espaço do servidor na Esplanada dos Ministérios, entre os blocos C e D.

Em 2019, muito se alertou sobre o impacto negativo que a reforma da Previdência teria para aposentados e pensionistas do setor público. Com a aprovação da nova Previdência no Congresso Nacional e as regras sendo aplicadas, os prejuízos devem começar a ser sentidos especialmente a partir de março, quando os novos percentuais de contribuição previdenciária devem começar a incidir.

O número de servidores aposentados cresceu exponencialmente nos últimos anos, uma corrida estimulada pela insegurança com novas regras previdenciárias muito injustas para quem estava prestes a conquistar o direito a aposentadoria. Outros milhares de servidores e servidoras com tempo para se aposentar permanecem na ativa recebendo o chamado “abono de permanência”. Para a União o abono de permanência funciona como grande vantagem, pois representa uma gratificação que mantém servidores qualificados e com experiência atuando sem a necessidade de realizar concursos para repor mão de obra.

O poder dos servidores aposentados é grande. E em ano eleitoral a mobilização pode ser um diferencial. A categoria deve se organizar e encontrar estratégias para levar a pauta de reinvindicações aos pleitos eleitorais. Não se pode esquecer que os aposentados podem auxiliar, e muito, na pauta dos servidores ativos.

Reivindicar a realização de concursos públicos é um exemplo. A necessidade de abertura de concursos públicos voltou a ser debatida essa semana quando o governo anunciou a convocação de 7 mil militares da reserva para compor uma força tarefa no INSS. A ação deve custar mais de R$14 milhões à União e, segundo especialistas, não resolverá o assunto.

A Condsef/Fenadsef segue defendendo a revogação imediata da EC 95/16, que congela investimentos públicos por 30 anos, e a realização de concursos públicos para repor mão de obra qualificada e garantir atendimento à população. (Com agências)

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