Geap reajusta plano de saúde em 9% e acentua perda salarial de servidores

A Geap reajustou em 9,1% as tabelas do plano de saúde. Os novos valores são cobrados desde o dia 1º de fevereiro. Para entidades representativas dos servidores o aumento traz um enorme impacto no orçamento dos servidores do Executivo Federal, que estão há seis anos sem recomposição salarial e acumulam perdas que representam 40% da remuneração.

Vale ressaltar que o plano de autogestão reajusta anualmente os seus valores, chegando a adotar percentuais absurdos em alguns anos. Em 2021, em plena pandemia de Covid-19, o reajuste foi de 45,58%. De 2016 a 2018, os percentuais também foram abusivos: 37,55%; 23,44%; e 19,94%, respectivamente.

Além da defasagem salarial, os servidores também enfrentam distorções entre as tabelas. Atualmente, são mais de 300 tabelas salariais no Executivo. Outro ponto crucial são os aposentados e pensionistas das bases que, até mesmo pela idade, precisam e utilizam bastante o plano de saúde que tem a coparticipação.

Para reverter tal situação, o conjunto dos servidores públicos defende a participação majoritária dos servidores na administração do plano, pois são os servidores que pagam a maior parcela do custo. Também defendem a reestruturação administrativa e financeira urgente para baratear o custo do serviço prestado. Além de maior participação financeira por parte do governo.

 

INSS

 

Portaria assinada pelo Ministério da Previdência Social, que regulamenta o reajuste das aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para 2023, detalha as alíquotas da contribuição previdenciária para este ano. As contribuições são obrigatórias e descontadas diretamente do salário.

No caso dos servidores públicos, que se enquadram no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), a contribuição segue algumas faixas de salário e alíquotas progressivas que vão de 7,5% e 22%, porém, o sistema é diferente e estão previstas também alíquotas para os que ganham salários ainda mais altos, de até R$ 50 mil.

Quem ganha até R$ 1.302, terá alíquota de 7,5%. Quem ganha de R$ 1.302 até R$ 2.571, terá alíquota de 9%. Salário de R$ R$ 2.571 até R$ 3.856, alíquota de 12%. De R$ 3.856 até R$ 7.507, 14%. De R$ 7.507 até 12.856, 14,5%. De 12.856 até R$ 25,712, 16,5%. De R$ 25.712 até R$ 50.140, 19%. E acima de R$ 50 mil, 22%. (Com agências)

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