Fórum dos idosos traça meta para 2019: lutar contra a reforma da Previdência

 

As reuniões do fórum ocorrem toda a primeira quarta-feira do mês, no Sintrasef (Foto: Nando Neves)

O Sintrasef sediou nesta quarta-feira (6/2) a primeira reunião de 2019 do Fórum Permanente da Política Nacional e Estadual do Idoso no Estado do Rio de Janeiro (Fórum PNEIRJ). Cerca de 25 pessoas participaram do encontro que fez um balanço de 2018 e traçou metas para 2019. A principal meta será a luta contra a reforma da Previdência e todos os males explícitos e implícitos desta reforma que atingirão fortemente os idosos.

Um primeiro passo rumo ao necessário enfrentamento com o governo contra a reforma da Previdência acontece no dia 13 de março, quando o Sintrasef sediará uma roda de conversa entre o fórum e representantes do Ministério Público Estadual (MPE). O tema inicial da conversa é “o papel da sociedade civil frente aos conselhos”, mas como afirma Jorge Tancredo, diretor da Secretaria de Aposentados do Sintrasef, “o papel da sociedade civil neste momento é a união contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro”.

Para Tancredo, a reforma da Previdência ao atingir fortemente os aposentados com o fim da isonomia no serviço público (reajuste na aposentadoria igual ao reajuste salarial da ativa) e o aumento da alíquota de contribuição para a aposentadoria de 11% para 14% criará uma bola de neve para as muitas famílias que têm na renda dos aposentados um reforço econômico. “A crise é grande e vai aumentar, a inflação que tentam esconder pesa muito no bolso do aposentado. O botijão de gás aumentou ontem, as passagens de ônibus aumentaram, a alimentação e as mensalidades diversas também”, diz ele.

O diretor do Sintrasef vê vários caminhos para se combater essa crise econômica, social e moral que o Brasil vive com os escândalos de corrupção do governo Bolsonaro. Além da constante participação de aposentados e trabalhadores ativos contra a reforma da Previdência, ele diz que uma medida imediata para melhorar a vida dos idosos nas cidades é “o acesso a todos os tipos de transportes públicos com o cartão do idoso”. No âmbito do país, afirma que “o que tem que ser feito mesmo é a reforma tributária e a cobrança das dívidas das grandes empresas com os cofres públicos, inclusive as dívidas previdenciárias”.

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