Desmonte do Banco do Brasil deve seguir rota do setor elétrico e trazer “apagões” para a população. Servidores resistirão às privatizações

O Banco do Brasil anunciou que pretende demitir 5 mil funcionários até o início de fevereiro e desativar 361 unidades, entre as quais 112 agências e 242 postos de atendimento. O desmonte deve afetar o atendimento à população, além do ataque aos direitos dos trabalhadores, que estão sendo removidos dos seus pontos com comissões reduzidas.

No setor elétrico, os recentes apagões registrados em vários estados do Norte e Nordeste brasileiros têm uma coisa em comum: todas as companhias foram privatizadas e muitos serviços terceirizados. Com isso, a segurança e o padrão de atendimento ao consumidor caíram consideravelmente.

As entidades de defesa do serviço público de qualidade e de defesa dos direitos legais de servidores e trabalhadores chamam a atenção para os riscos de entregar ao setor privado as estatais e empresas públicas do país.

Os acontecimentos recentes mostram que a diminuição de custos – típicos da iniciativa privada – para o aumento de lucros sem qualquer critério é fórmula certa para o desastre e o não desenvolvimento do país.

As entidades entendem que somente a participação organizada da sociedade poderá conter o desmonte do Estado posto em prática pela política do governo federal. Em 2021, principalmente após o início da vacinação contra a Covid-19, os servidores públicos, os trabalhadores da iniciativa privada, os movimentos sindicais e sociais precisarão ocupar as ruas e proteger o patrimônio em comum de todos os brasileiros. (Com agências)

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