Comando de mobilização dos servidores prepara assembleias e ato dia 16 de março por reajuste de 19,99%

Os servidores públicos federais chegaram a um momento importante da mobilização em defesa da reposição inflacionária imediata e linear de 19,99% de seus salários e da valorização do serviço público. Os trabalhadores estão há mais de dois meses buscando o diálogo com o governo Bolsonaro e não tiveram nenhuma resposta. Já são cinco anos de congelamento, sem nenhum reajuste inflacionário. Diante da situação, os funcionários públicos lançaram nesta quarta-feira (9/3), via canais de internet da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços Públicos, o Comando de Mobilização e Construção da Greve.

Agora, cada sindicato estadual deverá montar o seu comando de greve para construir o movimento junto à base. Vários sindicatos, ao redor do Brasil, já estão convocando assembleias e reunindo a sua base em torno da greve.

O Dia Nacional de Mobilização, Paralisação e Greve dos Servidores Públicos Federais acontecerá no 16 de março. Serão realizadas manifestações nas ruas e locais de trabalho das capitais e cidades do interior de todos os estados brasileiros, além de um grande ato em Brasília. Todos os sindicatos estaduais deverão enviar delegações para a Capital Federal.

No dia 16 será dado um ultimato ao governo Bolsonaro. A partir desta data, o governo terá sete dias para atender às reivindicações dos servidores. Caso não haja negociação e fechamento de um acordo até o dia 23 de março, deverá ter início uma greve geral por tempo indeterminado.

 

Inflação

 

Apesar de estarem, em sua grande maioria, há mais de cinco anos sem nenhuma reposição da inflação em seus salários, os servidores querem um percentual correspondente à inflação de três anos do governo Bolsonaro. Mas Bolsonaro já afirmou, por mais de uma vez, que concederia a reposição inflacionária apenas para os servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e do Departamento Penitenciário Nacional. E ele pede a compreensão dos demais servidores que estão sentindo na pele a inflação e a subida dos preços dos alimentos, das tarifas públicas, combustíveis, gás de cozinha, material de limpeza, roupas, entre outros produtos.

A lei orçamentária de 2022 prevê R$ 1,7 bilhão para o reajuste. Mas, atualmente, o Brasil possui 1,257 milhão de servidores federais de diversas áreas e esse recurso não seria suficiente para a reposição de todos. Por outro lado, a lei orçamentária de 2022 destina R$ 37,6 bilhões para emendas parlamentares, dos quais R$ 16,5 bilhões estão no “orçamento secreto”. A Lei também reserva um valor de R$ 1,9 trilhão para o refinanciamento da dívida (banqueiros). (Com agências) (Foto: Nando Neves)

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