Acordo entre entidades e Geap garante o menor reajuste dos últimos anos: 9,75%

Para reajustes menores Sérgio Ronaldo, secretário- geral da Condsef, defende a maior presença de servidores nos conselhos dos planos (Foto: Nando Neves)

Nesta segunda-feira (8/1), entidades sindicais que representam associados da Geap – Condsef/Fenadsef, CNTSS, Fenasps, Anffa e Sinait – fecharam acordo com o plano de autogestão e garantiram reajuste de 9,75%. O percentual será o menor praticado entre todos os planos nos últimos anos. O valor também está abaixo da inflação médica do período que, segundo cálculos do segmento, foi de 11%.

O acordo foi possível após as entidades asseguraram a retirada de ações judiciais com liminares que buscam a anulação de reajustes abusivos praticados nos últimos anos, como um de 37% que chegou a ser anunciado. Com as ações, a Geap informou que os percentuais tendem a ser elevados. O desse ano deveria ser de 19%.

Defensora dos planos de autogestão, a Condsef/Fenadsef seguirá debatendo ações e estratégias para que a pressão sobre os associados continue baixando. Não apenas na Geap, como em todos os planos de autogestão dos servidores federais, incluindo Capsaúde, Assefaz, e outros. O fato de reajustes abusivos sucessivos ocorrerem, além de desgastar o poder de compra da categoria, estava inviabilizando a participação de muitos servidores, deixando famílias sem seus planos de saúde.

Conselho e coparticipação

Os problemas administrativos não são novos. Para a Condsef/Fenadsef, que sempre debate e busca soluções para melhorar a gestão dos planos que atendem servidores e seus dependentes, um primeiro passo importante seria dar aos servidores maior espaço nos conselhos (administrativo e fiscal). “Mesmo contribuindo com mais de 80% os servidores não detém a palavra final de gestão. O governo, acionista minoritário, é quem indica a maioria. Isso precisa mudar”, diz Sérgio Ronaldo, secretário-geral da Confederação.

Já Rogério Expedito, diretor da Confederação que também acompanhou as negociações com a direção da Geap, completa: “A entidade também defende que é preciso no mínimo equalizar a coparticipação, que hoje recai como carga pesada nos ombros dos servidores”. (Com agências)

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