20 de Novembro: celebração da consciência negra e disposição para a luta contra a desigualdade racial no Brasil

É com imenso orgulho que o Sintrasef celebra o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. A data é fruto da luta dos movimentos negros há 50 anos, que homenageiam Zumbi dos Palmares no dia de sua morte reverenciando sua luta e ensinamentos ao Brasil.

O Sintrasef reitera sua disposição de luta pela igualdade racial! A população negra é a maioria desse Brasil grandioso e belo por sua miscigenação. Sua porção na mistura do nosso povo é que faz o Brasil ter algo a presentear a civilização e um mundo de todos! Porém, pesquisas recentes mostram que os negros, apesar de serem 56% da população brasileira, são minoria no serviço público federal e ocupam apenas 27% de cargos mais altos.

Edvaldo Esteves, diretor da Secretaria de Relações Externas, Movimentos Sociais, Gêneros, Etnias e Raças do Sintrasef, pergunta: “onde estão os negros no serviço público?”. Para Edvaldo é necessário entidades como o Sintrasef fortalecerem a agenda de igualdade de oportunidade e salarial em todo e qualquer ponto envolvendo os serviços públicos, o governo e a sociedade em geral.

Claudia Vitalino, historiadora, presidente da Unegro RJ e filiada ao Sintrasef, afirma que a tentativa da invisibilidade dos negros é diária no atual governo federal e cita como exemplo a proposta de Reforma Administrativa, que esconde entre seus itens ataques principalmente às mulheres negras, com a perda de direitos como gratificações por cargo de chefia ou outras remunerações acessórias durante o período de licença-maternidade.

Assim como Edvaldo, Claudia defende a necessidade das ações diárias pela igualdade racial no serviço público e lista seis atitudes que devem ser tomadas pelas entidades que defendem servidores e o serviço público. São elas:

  1. Reconhecer que o racismo é um problema estrutural e, diante disso, adotar uma postura institucional antirracista;
  2. Garantir representatividade de raças e etnias nos espaços coletivos de decisão;
  3. Promover atividades formativas com foco na redução de preconceitos e estereótipos de raça;
  4. Realizar um diagnóstico interno e, posteriormente, incluir a diversidade de raça como um critério para a ocupação de cargos de liderança;
  5. Criar programas de qualificação de preenchimento e coleta de dados sobre a população negra;
  6. Considerar a transversalidade do tema na formulação e implementação de políticas públicas. O racismo é um problema de todos, por isso, combatê-lo deve ser um trabalho constante.

(Fotos: Nando Neves)

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