18 de agosto é dia de luta contra a reforma Administrativa e o desmonte do serviço público

Entidades representativas dos servidores públicos, centrais sindicais e movimentos sociais organizam um dia de lutas com paralisações, assembleias, panfletagens e protestos em todo o Brasil no próximo dia 18 de agosto. Num momento onde um em cada três brasileiros e brasileiras ou está desempregado ou no desalento, o governo federal insiste em aprovar uma reforma Administrativa, a PEC 32, que acaba com o direito da população a serviços públicos.

Como se mostraram desastrosas as reformas Trabalhista e da Previdência, a PEC 32 vai representar uma ruptura profunda com o Pacto Federativo estabelecido pela Constituição de 88. Por meio de muita informação falsa em que alegam combate a “privilégios”, que há muitos servidores no Brasil, que atuais servidores não serão afetados e outras mentiras, o governo federal e seus apoiadores no Congresso Nacional vem defendendo a aprovação dessa reforma que na prática será o fim dos serviços públicos brasileiros.

Apenas a luta e unidade de toda classe trabalhadora são capazes de fazer frente a tamanhas tentativas de ataques a direitos essenciais. A maioria dos federais já aprovou em uma plenária nacional da Condsef/Fenadsef a participação nas atividades que vão tomar as ruas e as redes no dia 18. Além dos federais (Condsef), servidores estaduais (Fenasepe), municipais (Confetam), da saúde (CNTSS) e da educação (CNTE), unidos em torno da campanha “Cancela a Reforma”, também se somam ao movimento contra a reforma Administrativa e em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

 

Precarização e desmonte

 

Especialistas alertam que a PEC 32 nada mais é do que a criação de condições para a contratação de forma precária no serviço público, com jornada parcial de trabalho e até com salário inferior ao mínimo. As entidades que representam os servidores afirmam que dia 18 é preciso fazer grandes atos, assembleias nas entradas e nos locais de trabalho, nas ruas, panfletagem em pontos de ônibus, terminais de trem, metrô, falar com a população, fazer paralisações, carreatas, tomar as redes sociais com a pauta da classe trabalhadora.

Elas enfatizam que o atual governo ameaça entregar o patrimônio do povo brasileiro, vender o sistema elétrico, vender a Petrobras, os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa, que são instrumentos de desenvolvimento do nosso país, e assim desmontar os serviços públicos. (Com agências) (Fotos: Nando Neves)

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